A história da música clássica ou música erudita brasileira começa ainda no tempo da colonização portuguesa, com a emergência de compositores como António José da Silva, Luís Álvares Pinto e André da Silva Gomes, fortemente influenciados pelas raízes europeias.

Podemos afirmar que o primeiro e um doFHM-Choir-Orchestra-mk2006-01s mais determinantes movimentos da música erudita brasileira foi o barroco mineiro, que coincide com o florescimento de uma geração de compositores que mudaram a paisagem musical brasileira no fim do século XVIII e começo do século XIX . Seus principais mestres foram José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita, Marcos Coelho Neto, Francisco Gomes da Rocha e Inácio Parreiro Neves, músicos sem qualquer contato direto com os meios cultos da época mas que ainda assim criaram obras de grande mestria melódica e coral. De salientar que apesar da expressão “barroco”, essa corrente nada tinha de barroco, associando-se sim ao classicismo vienense.

Destacamos ainda outros nomes de relevo da música clássica brasileira:

  • Padre José Maurício;
  • Francisco Manuel da Silva;
  • Carlos Gomes – talvez o maior compositor brasileiro, famoso pela composição de Il Guarany e Lo Schiavo, obras de pendor romântico e influenciadas pela ópera italiana mas com traços evidentes de musicalidade brasileira.

Já na transição do século XIX para o século XX surge a mais importante corrente de música erudita brasileira, a escola nacionalista de composição cujos nomes mais sonantes foram:

  • Brasílio Itiberê da Cunha – autor de “A Sertaneja”, sua mais conhecida obra;
  • Alberto Nepumoceno;
  • Heitor Villa-Lobos – considerado o expoente máximo da escola nacionalista e cujas obras são de uma simplicidade refinada, onde as raízes negras marcam presença;
  • Francisco Mignone;
  • Lorenzo Fernandéz;
  • Radamés Gnattali;
  • Camargo Guarnieri;
  • José de Lima Siqueira – fundador da Orquestra Sinfônica Brasileira;
  • Luís Cosme – autor de peças inspiradas no folclore gaúcho.

Em 1939 surge o Grupo Música Viva, que marca o aparecimento de uma nova corrente na música erudita brasileira e em que se destacam nomes como Guerra Peixe, Claudio Santoro, Edino Krieger e Marlos Nobre.